Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) voltam a se enfrentar no debate do segundo turno promovido pela TV Globo nesta sexta-feira (23/10). O encontro começa às 21h20 nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, terá César Tralli como mediador e será exibido ao vivo na grade da emissora e nas plataformas digitais associadas.
O confronto chega embalado pela tensão do debate anterior, realizado no domingo (18) pela Band e pelo jornal O Estado de S. Paulo, que registrou provocações, bate‑bocas, pedidos de expulsão nos bastidores e intervenções da organização para conter atritos na plateia. A expectativa é de novo grau de confronto, com aliados tentando orientar os candidatos durante o programa.
O capítulo judicial que envolveu o cancelamento de um debate no primeiro turno também continua relevante: a decisão da ministra Estela Aranha, do TSE, impediu a exibição do púlpito vazio de Lula e proibiu perguntas a um ausente; em seguida, o ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou o convite a Renan Santos com base na pesquisa Quaest de 28 de setembro. Naquela ocasião Lula não compareceu e participou de um podcast; Flávio criticou as decisões do TSE como 'censura'.
Além de ser teste de desempenho, o programa tem impacto político concreto: é oportunidade para consolidar narrativa, ampliar base e tentar influenciar eleitores indecisos, mas também pode expor contradições e reavivar conflitos institucionais. O resultado imediato deve repercutir na mídia e nas redes e gerar movimento nas estratégias de campanha de ambos os lados.