Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentaram uma plataforma batizada de 'Flaviômetro' como instrumento de cobrança por engajamento na campanha presidencial. Anunciado pelo deputado reeleito Gustavo Gayer (PL-GO) em vídeo no dia 13/10, o painel monitora publicações que mencionam o candidato ou pedem votos para Flávio e aponta quem está 'ausente' — definido pela ferramenta como quem não posta há mais de dois dias.
Segundo o próprio site, a medição leva em conta postagens desde 8 de outubro e calcula métricas de engajamento em tempo real. A plataforma indica que Michelle Bolsonaro (PL-DF), Jair Renan (PL-SC) e a governadora do DF, Celina Leão, estão entre os nomes há ao menos seis dias sem publicar sobre o senador. No momento da publicação desta matéria, o deputado reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG) aparecia no topo do ranking, seguido por Lucas Pavanato (PL-SP) e Jeffrey Chiquini (Novo-PR).
O anúncio teve tom explícito de disciplina: 'não tem como fugir e agora, sim, a gente vai saber exatamente quem está e quem não está fazendo campanha', disse Gayer ao divulgar a ferramenta. A iniciativa tem efeito óbvio de pressão interna — uma cobrança pública que facilita a fiscalização entre aliados —, mas também pode ampliar desgaste e criar constrangimento público para nomes importantes, o que complica a narrativa de unidade da campanha.
Há, porém, pontos em aberto: não está claro quem desenvolveu o site, embora Gayer afirme que a divulgação foi combinada com Flávio e que o próprio candidato compartilhou o conteúdo. Além de funcionar como mecanismo de cobrança, o 'Flaviômetro' expõe fragilidades de coordenação digital e força uma resposta pública dos aliados, que terão de equilibrar presença nas redes com risco de desgaste ou reação contrária à cobrança pública.