A campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro sofreu um novo abalo após a publicação de uma fotografia em que o parlamentar aparece ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como 'Sicário' e apontado pela Polícia Federal como braço operacional de confiança do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Trata-se do segundo revés relevante para a candidatura em menos de dois meses, após a divulgação do áudio sobre pedido de recursos para o filme Dark Horse.
A imagem foi divulgada pelo portal ICL Notícias, em parceria com o Centro Latino-americano de Investigación Periodística (Clip), e submetida a cinco ferramentas de detecção — Gemini, Hive Moderation, Sight Engine, Was It AI e Image Whisperer —, que não encontraram indícios de geração por inteligência artificial. Avaliações semelhantes feitas por outro veículo apontaram baixa probabilidade de manipulação, mas peritos alertam que apenas análise forense do material bruto e de equipamentos pode atestar com certeza absoluta a autenticidade.
Em vídeo nas redes sociais, Flávio Bolsonaro questionou a veracidade da fotografia e negou conhecer ou manter contato com Mourão, alegando que costuma tirar fotos com quem lhe pede. No episódio anterior, sobre o áudio com Vorcaro, o senador inicialmente também negou contato e depois acabou admitindo a ligação. A Polícia Federal informou não ter registro prévio da foto nem investigação aberta sobre eventual contato entre o parlamentar e o agora falecido Mourão.
Politicamente, a publicação amplia desgaste e acende alerta na base do senador: a imagem complica a narrativa do distanciamento em relação ao entorno de Vorcaro e dá munição à oposição, que já reagiu com questionamentos públicos. Resta ao núcleo da campanha controlar danos, explicar pontos sobre autenticidade e preparo para novas repercussões — em especial diante do histórico associado a Mourão e das ligações anteriores entre Flávio e o dono do Banco Master.