O Governo do Distrito Federal alterou o decreto que previa a suspensão das aulas nas sextas-feiras que antecedem os dois turnos das eleições deste ano. Publicada no Diário Oficial do DF nesta segunda-feira (21), a mudança determina que as escolas privadas que não forem requisitadas como locais de votação mantenham o funcionamento normal nos dias 2 e 23 de outubro. As creches permanecem sem alteração.
Permanecem suspensas as aulas na rede pública do DF nas referidas datas e também nas instituições privadas que tiverem sido designadas como locais de votação. A norma anterior suspendia o ensino em toda a rede pública e privada; a nova redação afasta essa suspensão apenas para as unidades privadas não envolvidas na logística eleitoral. A reposição de horas-aula na rede pública seguirá diretrizes da Secretaria de Estado de Educação; nas privadas a compensação fica a critério de cada instituição.
No plano prático, a mudança reduz o impacto imediato sobre a rotina de alunos, famílias e empregadores vinculados à rede privada, evitando uma paralisação generalizada. Politicamente, porém, a decisão expõe contradição no tratamento entre setor público e privado e acende alerta sobre desigualdade de acesso e previsibilidade para pais que têm filhos em redes diferentes — um ponto que pode complicar a narrativa administrativa sobre critérios e isonomia.
A norma prevê ainda que, caso não haja segundo turno, a suspensão prevista para o dia 23 de outubro é cancelada. Mais do que ajustar calendário escolar, a alteração exige comunicação clara por parte do GDF e das escolas para evitar insegurança entre pais, professores e gestores, e deixa em aberto a necessidade de justificar critérios se o tema ganhar espaço no debate público.