A pesquisa Genial/Quaest, feita entre 24 e 28 de julho com 1.104 eleitores do Rio Grande do Sul, mostra Juliana Brizola (PDT) na liderança estimada para o primeiro turno, com 24% das intenções de voto, seguida por Luciano Zucco (PL) com 22%. Gabriel Souza (MDB) tem 6% e Marcelo Maranata (PSDB) aparece com 3%. Os indecisos somam 31%; votos em branco, nulo ou não vão votar atingem 12%. O levantamento tem margem de erro de 3 pontos percentuais e registro no TSE RS-04790/2026.

Em simulações de segundo turno, a disputa permanece aberta: Brizola tem 34% contra 31% de Zucco, com 21% de indecisos e 13% de brancos/nulos/ausentes. Em cenários alternativos, a vantagem é igualmente tênue e o percentual de indefinidos sobe. O dado mais expressivo é o grau de volatilidade do eleitorado: 62% afirmam que a decisão ainda pode mudar até a eleição, sinalizando que a disputa está longe de estar consolidada e que campanhas e alianças terão papel decisivo nas próximas semanas.

O levantamento também lança um sinal político com implicações diretas para o campo tucano: 51% dos entrevistados dizem que o ex-governador Eduardo Leite não merece eleger seu sucessor, contra 38% que defendem o contrário. Esse resultado amplia desgaste sobre a estratégia de transferir capital político para um candidato alinhado a Leite e pode complicar negociações e a construção de palanques no estado, ao reduzir a capacidade de o ex-governador moldar a sucessão sem custos.

No pleito para o Senado, Manuela D'Ávila (PSOL) lidera com 12%, seguida por Germano Rigotto (MDB) e Paulo Pimenta (PT), empatados com 9% cada. O índice de indecisos para senador é ainda maior (39%), e brancos/nulos somam 15%, o que reforça o caráter indeterminado da corrida em diferentes escalões. Para presidente, entre eleitores gaúchos Flávio Bolsonaro (PL) lidera com 32% e Lula (PT) tem 30%; sondagens de segundo turno mostram vantagem de Flávio sobre Lula em cenários locais, mas a margem de indefinição permanece relevante.

Resumo: a pesquisa confirma uma corrida competitiva no Rio Grande do Sul, com dois candidatos à frente ainda sem folga real e um eleitorado que se apresenta majoritariamente volátil. O resultado acende alerta para as estratégias de partidos e candidatos — sobretudo para quem pretende transferir votos de lideranças nacionais ou de ex-governadores — e indica que os próximos meses serão determinantes para consolidar alianças e reduzir o estoque de indecisos.