A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (30/07) coloca Ciro Gomes (PSDB) na liderança da disputa pelo governo do Ceará. No cenário estimulado para o primeiro turno, Ciro aparece com 43% das intenções contra 33% de Elmano de Freitas (PT). Outros nomes pontuam de forma residual: Eduardo Girão (Novo) tem 3% e Jaime Pereira (PSOL) 1%; indecisos somam 13% e brancos/nulos ficam em 7%. O levantamento foi realizado entre 24 e 28 de julho, com 1.002 eleitores, margem de erro de 3 pontos percentuais e registro TSE CE-09277/2026.
No cenário de segundo turno, a vantagem de Ciro se mantém e amplia o sinal de dificuldade para o atual governador: 48% contra 35% de Elmano, com 10% de indecisos e 7% de brancos e nulos. Ao mesmo tempo, a pesquisa mostra que 51% dos entrevistados afirmam já ter o voto definido para governador, enquanto 48% dizem que ainda podem mudar. Esse quadro indica uma liderança sólida, mas não irreversível, e deixa espaço para disputa por eleitores voláteis no período de campanha.
Além da corrida ao Palácio, o levantamento traz elementos que reforçam o contexto político local: para a pergunta sobre se Elmano deve se reeleger, 51% responderam que sim e 40% que não — um dado que contrasta com a distância registrada nas intenções de voto. Sobre expectativas para o próximo governo, 45% preferem mudanças pontuais, 35% desejam mudança total e 17% querem continuidade. No pleito ao Senado, Cid Gomes (PSB) oscila entre 21% e 24% conforme o cenário testado, e Capitão Wagner (União) aparece com 16% nos três cenários.
O levantamento também coteja a corrida presidencial no Ceará: Lula (PT) lidera com 55% no primeiro turno e mantém cerca de 60% em simulações de segundo turno, contra 22% de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno e 23% no confronto direto. Para a avaliação do eleitor, a violência surge como o principal problema do estado (53%), seguida pela saúde (18%). Do ponto de vista político, a pesquisa acende alerta para o grupo governista no Ceará: os números expõem desgaste e impõem a necessidade de ajuste de estratégia, mobilização de base e atenção aos eleitores indecisos se a meta for reverter a tendência até a eleição.