A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira confirma o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança das intenções de voto para 2026, com 40% no primeiro turno. Em segundo lugar aparece Flávio Bolsonaro (PL), com 28%. Outros nomes testados registram percentuais reduzidos: Ronaldo Caiado (PSD) 4%, Renan Santos (Missão) 3% e Romeu Zema (Novo) 2%; candidatos como Cabo Daciolo, Augusto Cury, Joaquim Barbosa e Samara Martins aparecem com 1% cada. Indecisos somam 11% e votos em branco ou nulos chegam a 8%. O levantamento domiciliar ouviu 2.004 pessoas entre 10 e 13 de julho, tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 2 pontos percentuais (registro TSE BR-07181/2026).

Nos quatro cenários simulados de segundo turno, Lula também lidera com 45% em todas as hipóteses testadas, ante adversários que aparecem entre 33% e 37% nas simulações (Flávio 37%; Zema 35%; Caiado 36%; Renan Santos 33%). Em comparação com a pesquisa Quaest de junho, o presidente avançou um ponto (de 39% para 40%) e Flávio oscilou de 29% para 28% — variações pequenas e dentro da margem de erro. A pesquisa acende alerta principalmente para a oposição: a vantagem do presidente é clara no retrato atual, mas está longe de ser irreversível, sobretudo diante do percentual relevante de indecisos e de eleitores que ainda admitem mudar de voto.

O levantamento também mostra leve melhora na avaliação do governo: 48% aprovam a gestão em julho, contra 47% que a desaprovam — uma diferença que, ao considerar a margem de erro, configura empate técnico. Entre os que declaram voto, 65% dizem ter escolha definitiva, enquanto 35% afirmam poder mudar até o pleito. Politicamente, isso traduz uma base razoavelmente consolidada para Lula, mas com espaço para oscilações que poderão ser exploradas por adversários que consigam agregar apoios e reduzir a fatia de indecisos.

As implicações práticas são claras: a oposição precisa se articular para reverter a vantagem através de aliança e ampliação do apelo além do eleitorado de menor dispersão; Flávio Bolsonaro segue como principal alternativa ao petista, mas enfrenta o desafio de converter intenção em ampliação de eleitorado. Para o Palácio do Planalto, os números oferecem fôlego político, mas também sinalizam a necessidade de manter agenda e comunicação capazes de converter aprovação e intenção em vantagem estável até 2026. Reforça-se, por fim, que levantamentos são retratos do momento, não previsões definitivas — e que a disputa seguirá sensível a eventos, alianças e propostas nos próximos meses.