A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira confirma Eduardo Paes (PSD) como franco favorito na corrida ao governo do Rio de Janeiro, com 38% das intenções de voto no primeiro turno. Atrás dele, Anthony Garotinho (Republicanos) e Douglas Ruas (PL) aparecem empatados tecnicamente, com 10% cada. A lista de demais candidatos soma percentuais residuais, enquanto William Siri (PSOL) atinge 2%. O dado mais relevante para a dinâmica da disputa é que 55% dos eleitores dizem que seu voto ainda pode mudar, sinal de alta volatilidade.
O levantamento também testou cenários de segundo turno em que Paes amplia sua vantagem: contra Garotinho ele marca 48% a 18%; contra Douglas Ruas, 52% a 16%. Em ambos os cenários há parcelas significativas de indecisos (11% a 12%) e um volume expressivo de brancos, nulos ou abstenção declarada (20% a 23%). Esses números reforçam que, embora Paes lidere com folga na primeira fase, o pleito não está sacramentado — e a eleição seguirá sensível a estratégias de campanha, articulação de alianças e ao desempenho nas próximas semanas.
O quadro aponta consequências políticas claras. Para Paes, a liderança confere margem de manobra para atrair apoios e desgastar adversários, mas a participação elevada de eleitores ainda móveis impõe disciplina e necessidade de consolidar base eleitoral. Para a centro-direita e a direita (PL e Republicanos), o empate técnico entre Ruas e Garotinho evidencia fragmentação que dificulta um adversário único e competitivo no segundo turno. No campo do Senado, Benedita da Silva (PT) lidera com 11% em cenário pulverizado, o que também revela baixa consolidação de preferências entre eleitores fluminenses.
Metodologia e limites: a pesquisa foi realizada entre 21 e 25 de julho de 2026, com 1.200 entrevistas domiciliares presenciais no Rio de Janeiro, nível de confiança de 95% e margem de erro de 3 pontos percentuais. Está registrada na Justiça Eleitoral sob BR-07670/2026 e RJ-02671/2026. Trata-se de um retrato do momento — útil para orientar estratégias e alertar candidaturas — mas não de uma previsão definitiva: o eleitorado ainda mostra espaço para oscilações e surpresas até a votação.