A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda (27) mostra um quadro apertado para o governo do Pará. Hana Ghassan (MDB) aparece numericamente à frente nos dois cenários de primeiro turno, com 24% e 25%, mas a diferença frente a Daniel Santos (Podemos), que tem 20% e 23%, está dentro da margem de erro de 3 pontos percentuais — o que configura empate técnico. No segundo turno, a sondagem também sinaliza equilíbrio: 36% para Hana e 35% para Daniel.
Um dado que complica a leitura é o peso dos indecisos. Somando os eleitores que estão em dúvida, brancos e nulos, a parcela sem escolha varia de 39% a 41% — maior que o apoio de qualquer candidato isolado. Além disso, 68% dos entrevistados dizem que sua intenção de voto pode mudar, contra 30% que têm decisão definitiva. A pesquisa acende alerta para ambas as campanhas: converter indecisos será determinante e estratégias de curto prazo podem redefinir o quadro.
Na disputa pelas duas cadeiras de senador, o levantamento aponta liderança de Helder Barbalho (MDB), com 21% a 23% dependendo do cenário. Em seguida vêm o Delegado Éder Mauro (PL), com 14% a 15%, e Zequinha Marinho (Podemos), com 7% a 9%. A corrida ao Senado também está fragmentada; 42% consideram o voto definitivo, enquanto 57% ainda podem mudar de opinião, indicando espaço para oscilações nas próximas semanas.
O diagnóstico é claro: números expõem um cenário volátil que complica a narrativa de consolidação de qualquer nome. A vantagem numérica de Hana é insuficiente para considerar a disputa resolvida, e o elevado contingente de eleitores abertos à mudança amplia a margem de erro política. Com 900 entrevistas realizadas em 52 municípios entre 21 e 25 de julho e registro na Justiça Eleitoral (PA-04548/2026), o levantamento é retrato do momento, não previsão. Para os candidatos, a prioridade é reduzir a incerteza do eleitorado e transformar intenção em voto efetivo antes do segundo turno.