A pesquisa do instituto Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira confirma a liderança do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo governo de São Paulo: 41% das intenções de voto num cenário de primeiro turno, contra 26% do ex-ministro Fernando Haddad (PT). Candidatos menores — Vera Lúcia (PSTU) com 3%, Carlos Machado (PDB) e Vivian Mendes (UP) com 1% cada — não aparecem como ameaça real à polarização. Brancos, nulos e abstenções somam 15%, e 13% dizem estar indecisos.

No segundo turno entre os dois primeiros colocados, a vantagem do governador é consolidada: Tarcísio tem 48% contra 32% de Haddad; brancos, nulos e abstenção chegam a 11% e 9% declaram indecisão. O dado reforça uma vantagem do campo governista em São Paulo, mas não elimina riscos: 53% dos eleitores dizem ter voto definido, enquanto 45% admitem que a escolha ainda pode mudar, o que mantém espaço para movimentos de campanha e eventos que possam alterar o cenário.

Os números de avaliação ampliam a explicação da liderança: 55% dos paulistas aprovam a gestão estadual e a mesma parcela (55%) entende que Tarcísio merece ser reeleito, frente a 38% que consideram o contrário. Na prática, a combinação de aprovação e intenção de voto dá ao governador um colchão eleitoral que complica a estratégia da oposição. Para Haddad e aliados, o desafio é evidente: reduzir uma vantagem que, hoje, aparece consistente tanto nas intenções de voto quanto na percepção sobre a administração.

A pesquisa também mapeia o ambiente para o Senado e para a disputa presidencial em SP. Para o Senado, Marina Silva lidera com 14%, seguida por Simone Tebet com 12%; expressiva parcela de eleitores (21%) segue indefinida. No recorte presidencial em São Paulo, Flávio Bolsonaro soma 40% contra 35% de Lula — um retrato que reforça a heterogeneidade do eleitorado paulista. Realizada entre 23 e 27 de julho com 1.650 entrevistas presenciais, a pesquisa tem margem de erro de dois pontos e registro SP-04846/2026. Do ponto de vista político, os dados acendem um sinal para a oposição: sem ajustar estratégia e ampliar apelo, a resistência a Tarcísio em São Paulo tende a encontrar mais obstáculos do que oportunidades.