O Instituto Gerp publica nesta quinta-feira (17/9) nova sondagem sobre a corrida presidencial de 2026, num levantamento que promete atualizar um quadro já sensível nas últimas semanas. Na pesquisa anterior, de 9 de setembro, Flávio Bolsonaro (PL) aparecia numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — 33% a 30% no primeiro turno — diferença que ficou dentro da margem de erro e configurou empate técnico. No segundo turno, o cenário registrado foi 47% para Flávio e 40% para Lula.
Além das simulações de primeiro e segundo turnos, a nova rodada avaliou a expectativa dos eleitores sobre quem deve vencer a eleição, os três problemas mais importantes para o eleitorado e o desempenho dos candidatos na campanha televisiva. Os dados serão publicados no site do Correio assim que liberados pelo instituto. A pesquisa está registrada no TSE sob o protocolo BR-00535/2026; foram ouvidas 2.400 pessoas a partir dos 16 anos, em todas as regiões do país, com amostragem por cotas de sexo, faixa etária, renda do chefe do domicílio e área de residência.
Do ponto de vista técnico, o levantamento traz nível de confiança de 95,55% e margem de erro estimada em 2,04 pontos percentuais (utilizando dois desvios-padrão). O custo declarado é de R$ 12 mil. Esses parâmetros tornam a pesquisa representativa como retrato do momento, mas também sujeita a flutuações pequenas entre levantamentos sucessivos — o que exige cautela na interpretação de variações modestíssimas nas intenções de voto.
Politicamente, o recorte já divulgado em 9 de setembro e as perguntas sobre expectativa de vitória e desempenho na TV podem ter efeito simbólico e prático: uma liderança, ainda que estreita, tende a gerar narrativa de viabilidade e mobilizar recursos e exposição na mídia; do outro lado, empate técnico e indicadores de rejeição indicam que a disputa continua aberta. Em linguagem direta: a pesquisa acende alerta para 2026 e complica a estratégia governista caso os números se mantenham ou piorem, ao mesmo tempo em que obriga o oposicionismo a consolidar novo discurso e ampliar desempenho eleitoral e televisivo. O levantamento deve ser lido como um retrato do momento, não como previsão definitiva do resultado eleitoral.