O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), não participou do segundo turno de votação após ser afastado das atividades presenciais por causa de uma lesão no braço. A assessoria informou que o magistrado permanece em Brasília e recebe atendimento domiciliar enquanto se recupera.
Em comunicado, a assessoria do ministro confirmou a ausência na sessão eleitoral. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, votou pela manhã em Brasília e acompanha o restante do processo na sede da Corte. Ao longo do dia, autoridades como os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), estiveram no TSE para participar de compromissos previstos na agenda, incluindo coletiva convocada por Nunes Marques.
Além do cenário factual, a ausência do decano tem peso simbólico. Embora não haja indicação de impacto direto no resultado das votações, o episódio levanta dúvidas sobre a rotina de trabalho e a capacidade de participação presencial de ministros em sessões que têm caráter eleitoral. A situação evidencia a necessidade de mecanismos institucionais para lidar com ausências por motivos de saúde sem comprometer a normalidade dos procedimentos.
Para eleitores, o TSE manteve instruções práticas: os portões das sessões de votação ficam abertos até as 17h e é possível votar com o e‑Título ou apresentando documento de identificação, como RG ou CNH. Para o Judiciário e para a cena política, a recuperação em casa do decano é um lembrete de como imprevistos pessoais intersectam a agenda institucional.