O ministro Gilmar Mendes sugeriu ao Supremo Tribunal Federal uma alteração no Regimento Interno para vedar a presença de policiais federais nos gabinetes dos ministros. A proposta, apresentada em tom institucional, ampliaria a proibição para incluir militares das Forças Armadas mesmo quando estiverem em licença, conforme informou o próprio ministro.

A iniciativa formaliza uma preocupação sobre quem integra a rotina dos gabinetes e sobre possíveis vínculos externos de assessores e seguranças. Mendes não detalhou, publicamente, o mecanismo de fiscalização ou as exceções que poderiam ser previstas para garantir a proteção física dos ministros, apenas apontando a necessidade de vedação mais clara no texto regimental.

Politicamente, a medida levanta questões relevantes. De um lado, sustenta uma visão de reforço da autonomia e da neutralidade do Judiciário diante de forças de segurança; de outro, acende o debate sobre impacto prático na segurança institucional e na logística de proteção dos ministros. A proposta pode também alimentar discussões sobre limites entre magistratura e agentes de Estado responsáveis pela ordem pública.

Não há até o momento informação pública sobre cronograma de encaminhamento da sugestão para votação interna. Caso formalizada, a alteração deverá provocar análise técnica e política no tribunal e tende a ser tema sensível, tanto do ponto de vista institucional quanto por eventuais repercussões externas envolvendo Forças Armadas e Polícia Federal.