Os funcionários da Rádio e TV Justiça entraram em greve nesta segunda-feira (15/6). A paralisação levou à suspensão dos telejornais ao vivo que seriam exibidos pela emissora pública e passa a ameaçar a transmissão de sessão marcada para o dia seguinte, segundo relatos da corte.

O julgamento do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, acusado de coação no curso do processo, está agendado para as 14h de terça-feira (16) na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. A possibilidade de a cobertura não ser feita ao vivo compromete a transparência do ato público e reduz o acesso direto da sociedade ao andamento do processo.

A interrupção do serviço levanta questões sobre a capacidade das instituições de manter cobertura essencial em episódios de alto interesse público. Para o julgador e para a imprensa, a ausência de transmissão pode gerar desgaste político, alimentar questionamentos sobre abertura de canais alternativos e ampliar críticas à gestão operacional da comunicação do tribunal.

A situação impõe pressão para que o Supremo avalie soluções emergenciais — desde a negociação com os grevistas até a ativação de mecanismos de contingência técnica — para assegurar que atos jurisdicionais de grande repercussão sejam acessíveis ao público. Até a publicação desta reportagem, a direção da emissora não havia divulgado detalhes sobre negociações ou planos de contingência.