Uma portaria do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) publicada no Diário Oficial da União trouxe, de forma equivocada, nomes fictícios entre os designados para funções na Secretaria de Segurança Presidencial. O ato, identificado como Portaria nº 172 e datado de 19 de junho de 2026, foi encaminhado ao DOU e assinado pelo diretor do Departamento de Gestão, Vinícius Damasceno do Nascimento. Além do sargento Márcio Adriano Leite, o texto registrou um major como 'Fulano de Tal' e um 1º tenente da PMDF como 'Cicrano de Tal'. Em contato com a imprensa, o GSI informou que identificou o equívoco e que a retificação será publicada no próximo DOU.

O uso de nomes fictícios em ato oficial que trata de pessoal encarregado da segurança presidencial configura, no mínimo, uma falha administrativa séria. Por ser órgão responsável por proteger a Presidência, o GSI tem obrigação elementar de controle documental e conferência rigorosa. A ocorrência, embora anunciada como passível de correção, acende um alerta sobre os procedimentos internos e sobre como atos burocráticos chegam ao Diário Oficial sem checagem adequada.

Além do erro prático, o caso trouxe um detalhe linguístico: a forma tradicionalmente reconhecida em léxicos como o Aulete é 'sicrano', enquanto a portaria empregou 'Cicrano'. É um apontamento menor diante do erro maior, mas que reforça a impressão de baixa revisão editorial numa publicação oficial.

A retificação no DOU é o primeiro passo esperado; fora dele, cabe ao GSI explicar as causas do problema e adotar medidas para evitar reincidência. Mais que um deslize de linguagem, trata-se de um episódio que cobra do órgão maior rigor e transparência — especialmente por lidar com informações e nomes ligados diretamente à segurança do Estado.