Em Heliópolis, na periferia de São Paulo, Fernando Haddad voltou a direcionar a campanha às forças de segurança ao prometer modernização tecnológica e valorização salarial das corporações. O gesto tem caráter estratégico: buscar adesão de policiais e demonstrar uma alternativa à abordagem do atual governo estadual.

O candidato argumentou que há defasagem tecnológica nas polícias e disse que equipá‑las com sistemas mais modernos reduziria retrabalhos, cortaria custos e potencializaria o trabalho de inteligência. Citou medidas de sua gestão na Prefeitura, como intervenções técnicas em iluminação, e defendeu o uso de câmeras corporais pelos agentes.

O posicionamento ocorre em meio à ofensiva de Haddad contra a atuação de Tarcísio de Freitas na segurança pública. O petista passou a questionar os números oficiais da Secretaria estadual e deu visibilidade ao relato do motorista Alessandro Caseri — caso que motivou apurações da Polícia Civil e um inquérito no Ministério Público Federal.

Politicamente, a sinalização para a tropa persegue dois objetivos: cooptar eleitores sensíveis à segurança e desgastar a narrativa do governo sobre avanços no setor. Se for além do discurso, a proposta exigirá detalhamento fiscal e operacional que terá peso nas avaliações de fiscais de contas, gestores e do eleitorado.