Fernando Haddad voltou a atacar publicamente o histórico de Flávio Bolsonaro ao falar em plenária do PT em São Paulo. O ex-ministro afirmou que, apesar de poucos detalhes públicos sobre a trajetória do presidenciável, os episódios conhecidos — menções a ligação com milícia, citações ao nome de Daniel Vorcaro e relatos sobre liberação de emenda — não são favoráveis à sua imagem.
No discurso, Haddad contrastou esse quadro com a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a aliança com Geraldo Alckmin, enfatizando a narrativa de longa atuação na política e no combate a problemas sociais. O dirigente petista aproveitou para reforçar ambição pessoal no estado: além de repetir a importância de ajudar Lula, disse que mira 51% dos votos em São Paulo, acima dos 45% obtidos em 2022.
A ofensiva pública de Haddad busca nacionalizar controvérsias em torno do núcleo bolsonarista e acende alerta para o PL: transformar dúvidas sobre Flávio em tema central pode ampliar desgaste na pré-campanha e puxar a disputa estadual para o debate sobre confiança e integridade. Politicamente, é uma tentativa de pressionar adversários e consolidar a narrativa em torno de risco institucional.
Para o candidato petista, a estratégia combina ataque e mobilização: ao expor supostas contradições do opositor, Haddad tenta motivar a base e converter esse ambiente em vantagem eleitoral em São Paulo. Resta ver se a tática conseguirá ampliar sua margem até a meta ambicionada ou se passará a ser só mais um capítulo da polarização nacional.