O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, relatou que uma viatura da Polícia Militar fez uma abordagem que considerou “ostensiva” e “intimidadora” na noite anterior, quando chegava à sua residência na zona sul. Segundo o relato, os policiais teriam emparelhado o carro do motorista, aproximado-se bastante do para-choque traseiro e permanecido no local sem uma abordagem formal.
De acordo com o advogado do petista, o motorista foi seguido pela viatura por cerca de 40 minutos depois de deixá-lo em casa. Haddad afirmou que havia três fuzis visíveis dentro da viatura enquanto os agentes observavam o veículo. O motorista ficou abalado e procurou orientação jurídica sobre como proceder, informou a equipe do candidato.
Haddad disse que levará o caso ao governo de São Paulo e às autoridades responsáveis pela segurança pública para buscar esclarecimentos. Embora tenha evitado atribuir, de imediato, motivação política ao episódio — admitindo a possibilidade de confusão ou erro de identificação — o candidato justificou a divulgação pública como forma de preservar provas e facilitar uma eventual investigação.
O episódio tem potencial impacto político: expõe tensão entre uma candidatura de oposição e a atuação policial nas ruas e acende alerta sobre práticas operacionais da PM. Exige-se apuração célere e transparente por parte do comando da corporação e da gestão estadual para evitar desgaste institucional e responder a dúvidas legítimas sobre segurança, proporcionalidade e respeito a direitos durante ações policiais.