O pré-candidato do PSTU à Presidência, Hertz da Conceição Dias, defendeu nesta terça-feira (28) que o combate ao feminicídio e à misoginia seja tratado como prioridade nas políticas públicas. Em sabatina promovida pelo Correio Braziliense, ele associou o crescimento da violência contra mulheres ao avanço de discursos de ódio e à insuficiência de investimentos estatais voltados à proteção das vítimas.
Hertz afirmou que a polarização política tem sido acompanhada pelo fortalecimento de narrativas que transferem responsabilidades sociais para grupos já vulneráveis. Segundo o presidenciável, mulheres, negros, nordestinos e pessoas LGBTQIA+ acabam sendo alvos frequentes dessas ofensivas, e manifestações que colocam em dúvida direitos políticos das mulheres, como o voto, são incompatíveis com a democracia.
No plano das propostas, o candidato defendeu diferenciação clara entre liberdade de expressão e manifestações que incentivam discriminação e violência, cobrando maior rigor estatal contra grupos organizados que difundem conteúdo de ódio. Entre as medidas apontadas estão a criação e ampliação de delegacias especializadas com funcionamento 24 horas, o reforço de casas de acolhimento e uma rede permanente de atendimento a vítimas.
Do ponto de vista prático, as iniciativas de Hertz ampliam o debate sobre limites entre liberdade e punição de discurso e sobre a necessidade de investimentos estáveis em proteção social e segurança pública. A pressão por medidas mais duras contra a misóginia, se ganhar tração, tende a empurrar a pauta para o centro do debate eleitoral e obrigar outras candidaturas a apresentar respostas concretas ao problema.