A terceira rodada da parceria Indexa/Broadcast, divulgada nesta quarta-feira (30/9), confirma Lula na liderança do primeiro turno com 39% das intenções de voto contra 34% de Flávio Bolsonaro. A margem de erro é de 2,2 pontos para uma amostra de 2 mil eleitores ouvidos por telefone entre 27 e 29 de setembro (registro TSE BR-00698/2026). A distância entre os dois cresceu um ponto em relação a 15 de setembro, mas segue num patamar competitivo.

No cenário de segundo turno, a disputa aparece tecnicamente emparelhada: 43% para Lula e 42% para Flávio, diferença de apenas um ponto — a menor desde que o instituto começou a série em maio. A proximidade dos números acaba por acender alerta tanto para o Planalto quanto para a oposição: para Lula, a vantagem no primeiro turno não garante folga, enquanto Flávio mostra capacidade de aproximação apesar de figurar atrás na sondagem principal.

O levantamento traz elementos que complicam a estratégia de ambos. A rejeição a Flávio está em 51%, e a de Lula em 50%; o potencial de voto declarado é de 48% para o petista e 47% para o senador. Recortes por sexo e religião mostram divisões claras: Lula lidera entre mulheres (45% a 40%) e católicos (46% a 38%), enquanto Flávio tem vantagem entre homens (44% a 39%) e evangélicos (52% a 32%). Esses vetores de corte sinalizam onde campanhas terão de atuar para ampliar nichos ou reduzir danos.

Candidatos como Augusto Cury e Ronaldo Caiado aparecem com 4% cada, Renan Santos com 3% e Romeu Zema com 1%, sem alterar o quadro bipolar. Pesquisa dessa expressão reforça que, apesar da liderança no primeiro turno, o Executivo enfrenta desgaste: 54% dizem que Lula não merece mais quatro anos e 40% afirmam o contrário — indicadores que cobram resposta política e foco em mobilização. Para a oposição, o cenário também impõe desafio: transformar rejeição em voto efetivo sem abrir margem para a ampliação do antipetismo que mobiliza parte do eleitorado.