O Ipespe divulga neste sábado (10/10) a sua primeira pesquisa de intenção de voto para o segundo turno da eleição presidencial de 2026, registrada no TSE sob o protocolo BR-00933/2026. Realizado por telefone entre terça e quinta-feira, o levantamento ouviu 1.500 eleitores e tem margem de erro estimada em 2,6 pontos percentuais (nível de confiança de 95,45%). O custo declarado do estudo é de R$ 105 mil. O resultado sai em um momento em que Flávio Bolsonaro e Lula já se preparam para o reencontro das urnas em 25 de outubro.
Os números do primeiro turno estão no núcleo da leitura política: Flávio chegou ao segundo turno com 47,03% contra 45,16% de Lula — posições que tornam o levantamento de agora um termômetro inicial da transferência de votos e da capacidade de ambos os lados de ampliar apoio. Por se tratar de uma fotografia do início da nova etapa, a pesquisa não prevê desfecho, mas sinaliza necessidades estratégicas imediatas para as campanhas: quem precisa ampliar a coalizão, onde concentrar recursos e quais temas priorizar até o dia 25.
Além das intenções de voto, o questionário aborda quais candidatos são considerados mais preparados para promover mudanças e quais temas terão maior peso: corrupção e a crise no STF, economia, emprego e alta de preços, programas sociais, segurança pública, anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, saúde, educação, soberania e até a influência externa, como atitudes de Donald Trump. O levantamento também traz perguntas sobre percepção e expectativa econômica e sobre a condição financeira das famílias — variáveis que historicamente moldam resultados em segundo turno.
Do ponto de vista político, a pesquisa acende alerta para as campanhas: para Lula, a necessidade de reduzir a rejeição e conquistar eleitores de centro e de esquerda moderada; para Flávio, o desafio de consolidar a liderança e demonstrar capacidade de governabilidade além do eleitorado-base. A margem de erro de 2,6 pontos lembra que pequenas oscilações podem alterar a leitura do empate técnico. Em suma, o Ipespe deve oferecer um mapa tático para os 20 dias finais — e já funciona como indicador do que cada lado precisará corrigir ou preservar até a votação.