O ex-prefeito de Divinópolis Gleidson Azevedo (Republicanos) publicou nas redes sociais um vídeo em que ataca a deputada federal Duda Salaber (PSol) e afirma que "o que mais tem no Congresso, no Senado, é rato". A declaração foi uma resposta, segundo ele, a um suposto projeto de lei atribuído à parlamentar para proibir o uso da chamada fita cola-rato. Duda nega ter apresentado tal proposta e o vídeo acabou sendo apagado das páginas do ex-prefeito.
No conteúdo divulgado, Gleidson, irmão do senador e pré-candidato ao governo de Minas Cleitinho Azevedo (Republicanos) e também irmão do deputado estadual Eduardo Azevedo (PL), sugeriu ironicamente a instalação dessas fitas no Congresso para "pegar esses ratos de porão" e criticou a prioridade do tema. O tom agressivo e a metáfora animalizada transformam uma controvérsia sobre um suposto projeto em um ataque pessoal e simbólico ao Parlamento.
A troca de acusações expõe dois riscos políticos: primeiro, a difusão de informação imprecisa sobre textos legislativos, uma tema sensível em debates públicos; segundo, o custo reputacional para a campanha de Cleitinho, que passa a ser associada ao discurso inflamado do irmão. A remoção do vídeo indica reconhecimento de repercussão negativa ou tentativa de contenção de danos, mas o episódio já abriu espaço para críticas sobre tonalidade e responsabilidade na comunicação política.
Além do desconforto imediato, a situação tem implicações concretas na disputa em Minas: relatos de linguagem desqualificante reforçam narrativas de desgaste e podem complicar a construção de alianças e a imagem de disciplina partidária. Em um ambiente eleitoral polarizado, aliados e pré-candidatos que permitem ataques desse tipo arriscam desviar a agenda de propostas para episódios de desgaste moral e simbólico.