O irmão gêmeo do senador Cleitinho (Republicanos-MG), o ex-prefeito de Divinópolis Gleidson Azevedo, entrou no Plenário do Senado vestido como o parlamentar e registrou a passagem em vídeo divulgado nas redes sociais. Gleidson, que se desincompatibilizou da Prefeitura e é pré-candidato a deputado federal, exibiu a facilidade com que foi liberado pela segurança da Casa.

Nas imagens, ele afirma ter adotado a aparência do irmão para testar o acesso e mostra a sequência em que agentes do Senado o deixam transitar até a área do plenário. No trajeto, um homem pergunta se ele é o senador, reforçando a confusão. O episódio revela fragilidades óbvias no controle de identidade e no protocolo de ingresso em áreas restritas do Congresso.

Além da constatação técnica, o caso tem dimensão política. O gesto publicitário — transformar a brecha em conteúdo de campanha — pode suscitar questionamentos sobre o uso de expediente eleitoral em espaços institucionais e sobre a responsabilidade do próprio senador na gestão da imagem e da segurança. Para o Legislativo, expõe custo reputacional e aponta necessidade de revisão imediata de procedimentos.

Não há, até o momento, notícia de investigação formal, mas o episódio tende a provocar cobranças internas e externas. A combinação entre ato de visibilidade eleitoral e falha de controle de acesso acende debate sobre fiscalização, integridade institucional e o custo político de transformar um problema de segurança em estratégia de campanha.