O líder da oposição no Congresso, senador Izalci Lucas (PL-DF), afirmou nesta quarta-feira que “não tem nenhuma dúvida” de que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vencerá a eleição presidencial de 2026. Em entrevista ao programa CB.Poder, o parlamentar diz ver a campanha de Flávio consolidada e afirma que a definição do vice ficará para as convenções, quando serão definidas coligações e acordos partidários; citou Romeu Zema e Tereza Cristina como opções estratégicas.

Além da avaliação eleitoral, Izalci reforçou o apoio ao relatório da CPI do Crime Organizado, de Alessandro Vieira, que pede o indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, o documento reúne provas suficientes. Ao mesmo tempo, o senador acusou o Senado de omissão diante de “invasões” de competência do Judiciário, posicionamento que amplia o tom de confronto entre o Congresso e o STF e que pode reforçar a narrativa de desgaste institucional nas relações entre poderes.

No calendário legislativo, Izalci anunciou acordo com o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, para pautar a análise do veto presidencial ao projeto da dosimetria em 30 de abril — medida prioritária do PL, que busca reduzir penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro. Em troca, a oposição concordou em adiar a leitura da CPMI do Banco Master nesta sessão, que trata de suspeitas envolvendo patrocínios em eventos internacionais, concentrando a disputa na questão da dosimetria e na situação de presos como o ex-ministro Anderson Torres.

A convergência entre prioridades eleitorais e agendas legislativas expõe escolhas políticas claras: o PL prioriza a proteção de aliados e a pauta de segurança jurídica, ao custo de postergar investigações sensíveis ao mercado e à opinião pública. No plano local, Izalci reafirmou sua intenção de disputar o Governo do Distrito Federal e afirmou figurar em empate técnico nas pesquisas com nomes como Celina Leão e Arruda. A postura do senador revela uma tentativa de articular poder nacional sem perder espaço regional — uma estratégia que, se bem-sucedida, pode redesenhar a atuação do PL até 2026, mas que também o coloca no centro de disputas institucionais e políticas intensas.