O líder da oposição no Senado, Izalci Lucas (PL-DF), afirmou ao Correio acreditar na prorrogação da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro diante do quadro jurídico e das alegações de saúde apresentadas pela defesa. Para o parlamentar, decisões anteriores do Supremo têm considerado critérios etários e médicos, o que torna plausível a manutenção da medida pelo ministro responsável pelo caso.
Na avaliação de Izalci, as restrições impostas por determinações judiciais reduzem a circulação e limitam agendas presenciais, mas não rompem a cadeia de comando do grupo. O senador ressaltou que, na prática, o ex-presidente segue influente nas estratégias da direita e mantém contato frequente com familiares e aliados próximos, citando como exemplo interlocuções com membros da família.
O pedido de prorrogação, sustentado pela defesa com base na persistência das condições de saúde, aguarda decisão no Supremo. Politicamente, a situação impõe um custo operacional à oposição — menos mobilizações presenciais e maior dependência de canais remotos —, mas não, segundo Izalci, uma recomposição do leque de lideranças do grupo. Resta ao comando oposicionista adaptar a articulação sem perder a centralidade do nome do ex-presidente.