O deputado federal André Janones afirmou em transmissão ao vivo nesta quinta-feira que a campanha do candidato Flávio Bolsonaro esperava uma vantagem significativamente maior na pesquisa Datafolha sobre o segundo turno. Segundo o parlamentar, aliados projetavam uma diferença de cerca de oito pontos percentuais — estimativa que, na avaliação dele, não se confirmou: o instituto apontou 52% a 48% nos votos válidos, redução que deixa o cenário no limite da margem de erro.
Janones também questionou a possibilidade de uma virada em pouquíssimo tempo. Ele ressaltou que o levantamento foi realizado na terça e na quarta-feira, apenas 48 horas após o fechamento das urnas, e afirmou que a campanha do segundo turno ainda não tinha acontecido de fato. Pelo discurso do deputado, o resultado é motivo de otimismo para quem apoia o adversário e sinaliza que a vantagem esperada pela equipe de Flávio pode ter sido superestimada.
Do ponto de vista político, o episódio expõe um desalinho entre expectativas internas e o retrato captado pelo instituto — e, nesse sentido, a pesquisa acende alerta para a campanha do candidato. Uma projeção inflada pode gerar cobrança por ajuste de estratégia e intensificar disputa por recursos e tempo de TV; ao mesmo tempo, o número menor que o previsto serve de munição para a oposição e para vozes internas que reclamem por alterações táticas rápidas.
É preciso lembrar que pesquisas representam um retrato do momento, não uma previsão definitiva. Ainda assim, a redução da vantagem anunciada por aliados e o empate técnico destacado por Janones complicam a narrativa de conforto dentro da base bolsonarista e devem provocar movimentações práticas nos próximos dias — mais mobilização, ajuste de mensagens e atenção a sinais de desgaste que o levantamento revela.