O ex-ministro do Supremo Joaquim Barbosa formalizou a filiação à Democracia Cristã (DC) em 2 de abril e será o candidato da sigla à Presidência, em substituição a Aldo Rebelo, segundo apuração do Painel (Folha) confirmada pelo Correio. A entrada de Barbosa transforma o tabuleiro da centro-direita e eleva o perfil nacional da pequena legenda.

O presidente do DC, João Caldas, recebeu a iniciativa com elogios e projetou uma candidatura com apelo de união e estabilidade institucional. Amigos e aliados próximos de Barbosa haviam sondado a direção do partido antes do anúncio; a direção respondeu de pronto, destacando a capacidade do ex-ministro de agregar eleitorado além da polarização tradicional.

Barbosa foi ministro do STF entre 2003 e 2014, tendo antecipado a aposentadoria, e já foi lembrado como possível postulante em 2018, quando acabou desistindo. Agora, sua decisão de entrar na disputa reapresenta a hipótese de uma terceira via, capaz de mobilizar eleitores insatisfeitos com os polos dominantes, mas com desafios logísticos e políticos relevantes.

Para a DC, a aposta é ambiciosa: a legenda ganha visibilidade e passa a disputar espaço nacional, mas também se expõe ao risco de personalização da campanha e à necessidade de estrutura para competir em nível presidencial. Resta saber se Barbosa conseguirá converter capital institucional e reputação em força eleitoral concreta.