A Justiça Eleitoral começou a enviar cartas de convocação a mesários e pessoal de apoio logístico que atuarão nas eleições de outubro. O documento aponta a seção eleitoral, a função a ser desempenhada e informações sobre o treinamento obrigatório. No dia da votação, entre as atribuições estão a identificação dos eleitores e o procedimento da zerésima, que confirma ausência de votos na urna eletrônica antes do pleito.
Quem for nomeado tem prazo de cinco dias, a contar da publicação do edital de nomeação, para requerer dispensa ao juiz eleitoral, mediante comprovação da impossibilidade de atuar. A Justiça costuma priorizar convocados que já atuaram em pleitos anteriores, mas há também chamadas por sorteio entre eleitores e a possibilidade de cadastro voluntário.
O trabalho não é remunerado, mas a Justiça oferece benefícios: dois dias de folga por cada dia de trabalho ou de treinamento, auxílio alimentação de R$ 65 e a contagem das horas como atividade extracurricular em universidades. O número de mesários a ser convocado ainda não foi divulgado; nas eleições de 2022, cerca de 1,5 milhão de pessoas atuaram nos postos eleitorais.
Do ponto de vista administrativo, a convocação formal é importante, mas a ausência de um balanço público sobre quantos serão chamados e a necessidade de gestão rápida de pedidos de dispensa acende alerta para a logística do pleito. Acordos com universidades e órgãos públicos e a eficiência nos treinamentos serão decisivos para reduzir riscos operacionais e garantir que a votação transcorra sem falhas.