O empresário e apresentador Roberto Justus usou as redes sociais para se manifestar sobre o vazamento de mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro. Em vídeo publicado no fim de semana, Justus negou qualquer conduta ilícita e resumiu os diálogos como tratativas comerciais entre dois empresários, ocorridas em 2024 com o objetivo de captar recursos para a Steelcorp, startup que fundou há três anos.

Segundo o pronunciamento, as negociações envolveram a aquisição de notas comerciais com eventual possibilidade de conversão em participação acionária. Justus afirmou que, diante das primeiras notícias e suspeitas sobre o Banco Master, optou por encerrar o vínculo: não deixou converter os papéis em ações e recomprou a dívida com recursos da pessoa física. O apresentador ressaltou que, naquele momento, Vorcaro era referência no setor financeiro, o que motivou a aproximação.

O esclarecimento chega em meio à ampla repercussão do caso, que ganhou destaque na imprensa e incluiu reportagens sobre a prisão de Vorcaro no aeroporto. A explicação pública de Justus busca limitar danos à sua imagem e à da Steelcorp, mas também ilumina um risco maior: operações privadas com instituições financeiras podem gerar exposição reputacional imediata quando envolvidas em escândalos. A resposta do empresário tenta reduzir esse impacto, ao mesmo tempo em que levanta dúvidas sobre os critérios de diligência adotados em transações desse tipo.

Ao defender uma trajetória de mais de 50 anos sem processos e afirmar ter agido para proteger sua reputação e a integridade dos negócios, Justus procura encerrar o capítulo em sua esfera pessoal. Mas a circulação das mensagens e as consequências para Vorcaro mantêm o episódio no debate público, reforçando a necessidade de transparência e cuidado em operações que ligam nomes públicos a estruturas financeiras sob suspeita.