Depois de ter sua candidatura ao governo de Minas homologada pelo PDT, Alexandre Kalil manteve tom aberto — e cauteloso — sobre composições eleitorais. Na convenção estadual realizada na Assembleia Legislativa, ele repetiu que há diálogo com diversos partidos, mas evitou fechar acordos ou antecipar nomes para a chapa majoritária, sinalizando prioridade à disputa pelo voto.

Questionado sobre uma eventual aliança com o PT, Kalil deixou claro que não se recusou a conversar e lembrou que o partido já tinha candidatura própria desde o início do processo. Ao tratar do cenário local, preferiu reforçar a disputa em torno de propostas e gestão: segundo ele, o debate deve girar em torno de quem tem experiência na administração e capacidade de cuidar das finanças públicas.

Na linha prática do discurso, a principal promessa de campanha foi apresentada sem rodeios: renegociar a dívida de Minas com a União será a primeira medida de um eventual governo. Kalil justificou a prioridade com argumento técnico e político — sem recursos reestruturados, afirmou, o estado perde capacidade de investir e executar políticas públicas, o que, na sua avaliação, exige revisão urgente das contas.

O candidato também reagiu a perguntas sobre rivais e cenários eleitorais. Ao comentar nomes do campo concorrente, tratou embates passados como parte da disputa democrática, e, ao ser questionado sobre o senador Cleitinho Azevedo — atualmente à frente em pesquisas — avaliou que uma eventual retirada do senador simplesmente redistribuiria votos, esperando, sem garantir, captar parte desse eleitorado.

Sobre articulações nacionais, Kalil evitou projeções e disse que qualquer decisão sobre apoio em um possível segundo turno será tema a ser discutido com o PDT. A postura pragmática deixa em aberto tanto possibilidades de alianças quanto a pressão sobre os partidos locais para fechar apoios imediatos; a ênfase na renegociação fiscal, por sua vez, marca a campanha com um pente-fino nas contas públicas e coloca o tema no centro do embate político em Minas.