O PDT aprovou por unanimidade, na manhã de domingo (26), a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil ao governo de Minas Gerais. A homologação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais formaliza a postulação e dá arma política e simbólica ao nome do partido na disputa estadual.
Apesar da unidade interna exibida na convenção, o episódio deixa claro o trabalho que ainda falta: o partido admite que precisa fechar, até o prazo final para registro das chapas, a composição da candidatura — com escolha do vice e do candidato ao Senado — e ampliar costuras com outras legendas. A indefinição sobre esses pontos mantém a campanha em fase de montagem e acende alerta sobre sua capacidade de formar uma aliança competitiva.
Do ponto de vista político, a homologação preserva o capital inicial de Kalil, mas a ausência de nomes definidos para vice e Senado expõe fragilidades práticas: sem uma chapa sólida, cresce o risco de dificuldade para agregar legendas e lideranças regionais essenciais em Minas. Para o PDT, a tarefa agora é converter o apoio interno em suporte externo suficiente para enfrentar adversários já estruturados.
A agenda do partido será marcada pelas negociações nos próximos dias. A capacidade de selar acordos e apresentar um projeto claro terá impacto direto na narrativa eleitoral e na percepção de viabilidade da candidatura. Até lá, a homologação funciona como ponto de partida — mas não resolve, por si só, os desafios políticos e estratégicos que o PDT precisa superar.