O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou em entrevista ao CB.Poder que a disputa presidencial de 2026 “não está definida” entre os nomes mais citados até agora. Segundo ele, a liderança inicial de Lula e de Flávio Bolsonaro é explicada pelo recall: ambos já tiveram presença eleitoral ou familiar direta no poder, enquanto potenciais rivais ainda não travaram campanha nacional.
Kassab ressaltou que a pré-campanha praticamente não começou e que o crescimento de candidatos só se estrutura durante o período eleitoral. Ele também destacou um ponto de vulnerabilidade para os favoritos: índices elevados de rejeição, próximos de 40%, que, na avaliação do dirigente, tornam improvável imaginar vitórias fáceis sem uma recomposição do quadro eleitoral.
Na avaliação do presidente do PSD, o eleitor aparentemente busca mudança e pode optar por figuras que não tenham sido presidentes. Kassab apontou Ronaldo Caiado como o nome do partido com maior preparo e capacidade de crescimento na campanha. Também afirmou que Caiado não está identificado com o bolsonarismo, apesar de defender anistia para Bolsonaro e para os condenados pelos atos de 8 de janeiro, e que tratou de encerrar o tema para retirá‑lo do centro do debate.
A mensagem de Kassab tem implicações políticas claras: vantagem por recall tende a ser temporária e a partir da abertura da disputa a narrativa pode se deslocar para rejeição, segurança, corrupção e falta de reformas — temas que, segundo ele, pesam sobre gestões anteriores. Para o PSD, a aposta é que uma campanha competitiva reorganize forças e gere espaço para alternativas ao embate inicial entre Lula e Flávio.