O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, respondeu nesta quinta-feira (1º) às críticas sobre demora na apreciação colegiada de decisões individuais, afirmou haver agilidade e destacou esforços para acelerar julgamentos. A defesa do magistrado ocorre em meio à pressão por respostas rápidas em processos sensíveis ao processo eleitoral.

Na sessão plenária anterior ao primeiro turno, o ministro Flávio Dino apontou que o tribunal tinha “mais de uma centena” de decisões monocráticas não analisadas pelo colegiado, informação que motivou a convocação de uma sessão virtual prevista para esvaziar a fila até a noite de sexta-feira (2). O dado expõe um gargalo de trabalho que, se confirmado, pode afetar prazos e a percepção de eficiência da Corte.

O partido Solidariedade protocolou ação alegando que o acúmulo decorre da sobrecarga administrativa de Kassio e do ministro André Mendonça, além de demandas no STF e da própria fiscalização das eleições. Kassio rebateu, ressaltando que os números atestam comprometimento para dar respostas céleres, sem abrir mão da apreciação colegiada — argumento que tenta neutralizar críticas internas e externas.

A divergência evidencia um risco político concreto: a existência de despachos pendentes, reconhecida por membros do próprio tribunal, amplia desgaste e complica a narrativa oficial sobre preparo da Justiça Eleitoral para o pleito. Restam ao TSE transparência no calendário de julgamentos e rapidez para evitar que atrasos transformem decisões administrativas em custo político na reta final das eleições.