A ex-ministra da Agricultura Kátia Abreu formalizou a filiação ao Partido dos Trabalhadores neste fim de semana no Tocantins e declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A mudança de legenda, segundo aliados, teve articulação direta do próprio Lula e busca reforçar a base petista na região.
A trajetória de Kátia é heterodoxa para o PT: passou por MDB, PSD, DEM, PFL, foi vice de Ciro Gomes em 2018 pelo PDT e se filiou ao PP em 2020. Em 2015 foi nomeada ministra da Agricultura por Dilma Rousseff e manteve-se leal à ex-presidente durante o processo de impeachment de 2016, postura que aproximou a ex-senadora do universo petista em 2014.
Me filiei ao PT para formalizar meu apoio à reeleição do presidente Lula.
No Tocantins, a direção do PT saudou a chegada como um reforço técnico e político, mas parte da militância reagiu com reserva. A líder tem histórico de defesa de grandes produtores rurais e conflitos públicos com movimentos como o MST, o que torna a integração ao partido uma operação política sensível para a base ideológica.
Kátia ainda não confirmou se disputará um cargo em outubro; uma candidatura ao Senado é especulada nos bastidores. A filiação altera o tabuleiro político local — inclusive na esfera familiar: é mãe do senador Irajá Silvestre (PSD-TO), que tenta a reeleição, e do ex-vereador Iratã Abreu, agora no PSDB e candidato a deputado federal.
No plano nacional, a entrada de uma figura com perfil agroempresarial no PT pode ampliar a capilaridade eleitoral em áreas rurais, mas também expõe a sigla a críticas internas e a acusações de contradição entre discurso e alianças. Para a campanha de 2026, o movimento soma votos potenciais, mas requer manejo político para evitar desgaste com a militância.
Nossa relação remonta a 2014, construída com respeito, lealdade e compromisso com o Brasil.