Leonardo Avalanche anunciou nesta quarta-feira, 30, que renuncia à candidatura à Presidência da República pelo PRTB. Em comunicado, citou motivos técnicos, jurídicos e pessoais para deixar a disputa e informou que não manifestará apoio a nenhum dos nomes que permanecem na corrida pelo Planalto. Avalanche havia entrado na corrida para substituir Pablo Marçal, declarado inelegível pela Justiça Eleitoral.
No texto de despedida, Avalanche não se limitou a justificar a saída: fez críticas contundentes ao campo que classificou como 'pseudodireita', questionando a naturalização de denúncias de corrupção no ambiente político. Ele também levantou suspeitas sobre relações entre integrantes do núcleo de campanha de um rival e o chamado Banco Master, mencionando casos como rachadinha e outras acusações que, segundo ele, vinculam pessoas ao esquema.
Politicamente, a renúncia tem significado além da retirada de um nome do pleito: acende alerta para a fragmentação das forças que se pretendem alternativas ao centro e amplia desgaste entre grupos da direita. A saída de um poste que assumiu a vaga após a inelegibilidade de Marçal expõe fragilidade organizacional do PRTB e reduz ainda mais as opções para eleitores que buscavam uma terceira via fora do bloco majoritário.
O episódio também complica a narrativa dos candidatos que disputam o voto antiestablishment: as críticas públicas de Avalanche podem gerar pressão por explicações e respostas formais, enquanto movimentos de eleitores sem candidato passam a ganhar relevância na reta final. Para o próprio PRTB, resta o desafio de recompor base e explicar aos filiados e apoiadores a estratégia a partir de agora.
Ao encerrar o comunicado, Avalanche apelou à manutenção da esperança e lembrou que um novo ciclo eleitoral se aproxima: ‘2028 é logo ali’, disse, sinalizando que a sua desistência não significa afastamento da cena política. A decisão deixa em aberto o destino de uma parcela de eleitores alinhados ao discurso que ele representava e impõe recalibração nas articulações políticas do campo conservador.