O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou nesta segunda-feira que Leonardo Barchini, atualmente secretário-executivo do Ministério da Educação (MEC), assumirá a pasta após a saída de Camilo Santana, que deixou o cargo para participar da campanha eleitoral deste ano. O anúncio foi feito em Brasília, em evento que concentrou balanço das ações do MEC e a inauguração simultânea de 107 obras.

O governo destacou que as novas construções somam R$ 413,49 milhões, financiados pelo Novo PAC e por recursos próprios do ministério. No balanço apresentado, foram citadas 9,7 mil obras no total — 7,1 mil em andamento e 2,6 mil já concluídas —, além de entregas em creches, escolas e campi de institutos federais. A escala das obras reforça a aposta do Planalto em entregas físicas como agenda visível de resultados.

Peço a Leonardo Barchini que dê continuidade aos investimentos na área em todo o país.

Na comunicação oficial, o governo também ressaltou um avanço na conectividade: 99.005 escolas públicas (71,7% do total) teriam acesso adequado para uso pedagógico, contra 45,4% em 2023. A meta anunciada é conectar 137.847 escolas de educação básica, com a previsão de universalização até o fim de 2026; o Ministério das Comunicações informou a contratação de serviços para mais 16,7 mil escolas.

Os números apontam progresso, sobretudo em áreas historicamente deficitárias — na Região Norte, por exemplo, escolas conectadas subiram de 4.803 em 2023 para 12.714 (62,5%) — e houve ampliação em escolas rurais, indígenas e quilombolas. Ainda assim, continuam pendentes dezenas de milhares de unidades: conectar 138 mil escolas implica desafios logísticos, orçamentários e contratuais que permanecerão como parâmetro de avaliação da gestão.

A escolha de Barchini reforça a opção por continuidade administrativa. Cabe ao novo ministro transformar os indicadores em entregas concretas e sustentáveis, evitand o risco de que inaugurações em ano eleitoral funcionem mais como vitrine do que como solução estruturante. A pasta terá de demonstrar ritmo de execução, transparência nos contratos e capacidade de concluir obras e universalizar a conectividade sem perder o foco pedagógico.

A meta é conectar 137.847 escolas de educação básica até o fim de 2026.