O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou ter acionado a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL), acusando-o de cometer uma série de crimes eleitorais durante a convenção nacional do partido. Segundo o parlamentar, o evento, que oficializou a candidatura do senador, trouxe irregularidades que merecem investigação das autoridades competentes.

No centro da queixa está a participação do presidente argentino Javier Milei, convidado que falou por cerca de 30 minutos. Lindbergh sustentou que a presença de estrangeiros em atos eleitorais fere dispositivo do Código Eleitoral e destacou que, na fala, Milei atacou o ministro do STF e o presidente Lula, além de ter pedido votos para Flávio. Para o deputado, a participação do líder estrangeiro caracterizaria intervenção indevida no pleito brasileiro.

Outro ponto apontado na representação é o uso de um vídeo gerado por inteligência artificial com a imagem do ex‑presidente Jair Bolsonaro, exibido durante a convenção. Lindbergh argumentou que, com os direitos políticos de Bolsonaro suspensos, a reprodução de sua imagem via IA seria uma tentativa de burlar essa situação e que o Superior Tribunal Eleitoral (TSE) precisa se manifestar com urgência sobre a legalidade desse recurso em propaganda.

Além das questões legais, o deputado criticou os elogios à gestão de Milei e as declarações do governador Tarcísio de Freitas sobre cortes ao estilo argentino, citando dados sobre reduções no orçamento da educação e saúde na Argentina. A denúncia coloca o caso no centro da disputa judicial e política: se confirmadas irregularidades, há potencial para ampliar desgaste do candidato e forçar decisões rápidas do TSE e da PGR sobre limites da campanha.