O vice‑líder do governo no Senado, Lindbergh, acusou publicamente o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, de frear a tramitação da proposta constitucional que extingue a escala 6x1. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que “o bolsonarismo e Davi Alcolumbre” estariam agindo para deixar a PEC para depois das eleições — uma tática que, na avaliação dele, equivaleria a enterrá‑la.

Lindbergh apelou à mobilização nas plataformas digitais para pressionar pela urgência da votação. A mensagem, divulgada de forma enfática, busca traduzir insatisfação em ação imediata e colocar a questão na agenda pública, transformando o adiamento — se confirmado — em problema político para a presidência do Senado.

A acusação levanta consequências políticas claras: adiar votações sensíveis para o pós‑eleição é uma prática conhecida por proteger agendas em risco, mas também expõe autoridades a críticas de obstrução. Para o governo e para frentes que defendem a medida, a demora complica a narrativa de entrega de respostas a demandas específicas e alimenta sensação de descompasso entre promessas e resultados.

Do ponto de vista institucional, o episódio tende a ampliar pressão sobre lideranças do Congresso, acirrar debate nas redes e forçar aliados a escolher lados. Cabe ressaltar que a alegação parte do vice‑líder e deve ser verificada no calendário formal da Casa; de todo modo, a denúncia já se transforma em elemento de desgaste e pode influenciar negociações e estratégias nos próximos dias.