O pré-candidato ao governo de Goiás pelo PT, Luis César Bueno, afirmou nesta segunda-feira (27/7), no podcast Domingos Conversa, que a demora na definição da chapa estadual foi uma 'estratégia' do partido. Segundo ele, ao longo do semestre foram feitas simulações de candidaturas e debates sobre programa e tática para montar um palanque que favoreça a reeleição do presidente Lula.
A candidatura de Bueno já recebeu aval do PT estadual, mas precisa ser oficializada na convenção marcada para este sábado (1º/8). Na entrevista, o pré-candidato deixou claro que o quadro ainda é flexível: disse que os planos podem mudar caso Adriana Accorsi (PT) ou Aava Santiago (PSB) optem por entrar na disputa majoritária — ambas manifestaram, até agora, intenção de disputar vagas na Câmara dos Deputados.
O reconhecimento de que houve uma estratégia de adiamento, porém, também expõe uma dificuldade concreta: a necessidade de costurar um palanque amplo em Goiás. O fato de Bueno não ter sido a primeira opção de Lula e de o partido ter testado alternativas indica que a ala petista local trabalhou com incertezas sobre quem melhor agregaria forças e eleitores no estado.
Para o campo governista, o capítulo acende alerta sobre a capacidade de articulação da base em um estado onde alianças regionais são decisivas. Oficializar a candidatura não encerra a possibilidade de rearranjos: a convenção será o momento de medir apoios, negociar espaço com aliados e apresentar um programa capaz de traduzir a estratégia interna em ganho eleitoral concreto.