O ministro Luís Felipe Salomão assumiu nesta quarta-feira (19) a presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ao seu lado, o ministro Mauro Campbell Marques tomou posse como vice-presidente. Ambos conduzirão a administração do Tribunal no biênio 2026-2028. A cerimônia na sede do STJ, em Brasília, contou com a presença de autoridades dos Três Poderes, entre elas o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente do STF, Edson Fachin, os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes, além da governadora do DF, Celina Leão, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e do presidente da OAB, Beto Simonetti.
No discurso de posse, Salomão reafirmou a relevância institucional do STJ e valorizou a continuidade administrativa, citando decisões que tiveram impacto humano — desde autorizações de adoção em situações excepcionais até o direito a indenização por danos em acidentes e garantias de acesso a tratamentos médicos por decisões da Corte. Ao evocar precedentes concretos, o novo presidente marcou um tom orientado para a dimensão prática das decisões judiciais.
O ministro Herman Benjamin deixou a presidência e fez um discurso breve, desejando sucesso à nova gestão. A presença expressiva de magistrados e líderes políticos reforça o papel do STJ como corte de cúpula na hierarquia do Judiciário e indica que a transição será observada de perto por diferentes atores institucionais. A retórica de Salomão — que falou em acrescentar “pequenas pedras” à construção da Justiça — sinaliza aposta na continuidade e em gestão administrativa estável.
Para o período 2026-2028, a nova direção do STJ terá pela frente a tarefa de gerir uma Corte com alta exposição política e casos de repercussão social. Embora não tenham sido anunciadas medidas específicas na cerimônia, o tom do discurso e a composição da mesa de autoridades sugerem que a administração buscará combinar manutenção de precedentes relevantes com ênfase em eficiência institucional. A atuação do STJ nesses dois anos será ponto de atenção para o meio jurídico e para os demais Poderes.