O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que o Ministério das Relações Exteriores, em conjunto com a embaixada do Brasil em Caracas, faça uma avaliação das necessidades após os dois fortes terremotos que atingiram a Venezuela nesta quarta-feira. A medida, anunciada pelo Palácio do Planalto, visa mapear possíveis ações de assistência do Brasil às áreas afetadas.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), os tremores tiveram magnitudes de 7,5 e 7,2, com o principal registrado próximo a Morón e profundidade superficial. Os abalos provocaram danos em edificações e pânico na população da capital, além de terem sido sentidos em regiões da Colômbia. Autoridades locais chegaram a emitir alerta de tsunami para trechos da costa e ilhas próximas.
Lula registrou nas redes sociais preocupação com os impactos do desastre e reafirmou solidariedade ao país vizinho. Do ponto de vista político, a iniciativa brasileira opera em dois planos: demonstra solidariedade e testa a capacidade prática do governo de coordenação humanitária externa, o que pode ter custo administrativo e necessidade de articulação com organismos internacionais.
A avaliação pedida pelo Itamaraty deve apontar prioridade de insumos, logística e eventual mobilização de equipes técnicas. A resposta do governo federal servirá também como termômetro da atuação diplomática de Brasília na região, em momento em que gestos de ajuda humanitária têm peso para a imagem externa e para o debate sobre prioridades orçamentárias internamente.