O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira, 7 de agosto, a queda do desmatamento no país com base nos sistemas de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A cerimônia ocorreu na sede do instituto em São José dos Campos (SP) e contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, do diretor do Inpe Antônio Monteiro e dos ministros João Paulo Capobianco (Meio Ambiente e Mudança do Clima) e Luciana Santos (Ciência e Tecnologia).

Os números apresentados combinam dados do Deter e do Prodes. No acumulado de agosto de 2025 a junho de 2026, os alertas de desmatamento na Amazônia somaram 2.485,90 km², ante 3.959,98 km² no mesmo intervalo anterior — queda de 37,2%. O instituto também aponta que o primeiro semestre deste ano foi o de menor área com sinais de desmatamento detectados por satélite em uma década. No Cerrado houve recuo similar, e o Deter identificou 3.142 km² entre janeiro e junho, o menor total desde 2021.

Os dados oferecem um alívio político claro ao Planalto: tratam-se de indicadores públicos e passíveis de uso em narrativas de recuperação ambiental. Ao mesmo tempo, os números são parciais — o Prodes divulgado cobre o período de agosto de 2024 a julho de 2025 para Mata Atlântica, Caatinga e Pampa — e exigem acompanhamento técnico, transparência sobre metodologias e continuidade nas ações de fiscalização e preservação.

Para além do efeito imediato, a leitura jornalística é pragmática: a queda reforça um sinal positivo nos indicadores ambientais, mas não elimina áreas sob risco nem substitui políticas permanentes. A divulgação pública pela equipe do Inpe tende a gerar demandas por verificação independente e por metas claras para manter a trajetória de redução no longo prazo.