O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou R$ 165,5 mil em receitas na primeira semana oficial de campanha, segundo os registros publicados no sistema DivulgaCand do Tribunal Superior Eleitoral. Do total, R$ 150 mil foram aportes da Direção Nacional do PT, via repasse do fundo partidário. O restante é composto por três doações de pessoas físicas: R$ 15 mil de Rabih Nasser (FGV), R$ 300 de José de Filippi Júnior e R$ 200 de Deivid Ferreira Couto.
O montante declarado pelo petista é relativamente baixo quando comparado a outros pré-candidatos que já reportaram receitas. O ex-governador Romeu Zema (Novo) aparece com R$ 2,7 milhões — dos quais R$ 2,5 milhões vieram da direção nacional do partido — e o empresário Renan Santos (Missão) registrou R$ 1,22 milhão, arrecadados principalmente por meio de vaquinha online. Há casos de autofinanciamento também informados: Wilson Grassi (Democrata) declarou R$ 290 mil e Augusto Cury (Avante) R$ 75 mil.
Por outro lado, nomes relevantes no mapa eleitoral ainda não constavam com receitas registradas no sistema no mesmo período: o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), entre outros candidatos, apareciam sem arrecadação informada. As divergências iniciais na movimentação financeira entre candidaturas expõem diferença de acesso a recursos partidários e privados logo no início da campanha.
Do ponto de vista político, a relativa modicidade dos valores declarados por Lula até agora pode ser lida de duas formas: como reflexo da estratégia de lançamento e do uso prioritário do fundo partidário, ou como sinal de mobilização financeira menos intensa frente a adversários que já registraram aportes maiores. O quadro acende alerta para a logística de campanha e pode pressionar a coordenação a ampliar captação nos próximos ciclos. Os dados do DivulgaCand permanecem sujeitos a atualização conforme novas receitas e despesas sejam lançadas pelos candidatos.