A pesquisa Indexa/Broadcast divulgada nesta quarta-feira revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recuou para 39% das intenções de voto no 1º turno, igualando patamar observado em maio e ficando abaixo dos 41% de julho e 42% de junho. Na mesma série, Flávio Bolsonaro (PL) sobe para 34%, recuperando terreno em relação aos meses anteriores, quando os percentuais oscilavam entre 30% e 31%. O resultado leva a disputa ao menor nível de diferença entre os dois desde maio e confirma uma polarização crescente, com os demais nomes registrando desempenho modesto.

Além dos candidatos principais, o levantamento aponta Ronaldo Caiado (PSD) com 5%, Renan Santos (Missão) com 4% e Romeu Zema (Novo) com 1%; outros postulantes somam 1%. Indecisos representam 6%, votos brancos e nulos também 6% e 4% afirmaram que não votariam. Em uma variável que incluiu Pablo Marçal entre os nomes, Lula permanece em 39% enquanto Flávio recua a 32% e Marçal aparece com 2%; nesse cenário, os indecisos saltam para 10%. O sociólogo Arilton Freres, CEO da Indexa, destaca que a eleição se concentra cada vez mais entre os dois polos, com dificuldades dos terceiros nomes para ampliar espaço.

O levantamento simulou confrontos em eventual 2º turno: Lula venceria Flávio por 46% a 41%; contra Romeu Zema o petista teria 45% a 34%; e frente a Ronaldo Caiado, 44% a 38%. A pesquisa ouviu 2.000 eleitores entre 20 e 23 de agosto por telefone (CATI), com amostra estratificada e ponderada por gênero, idade, escolaridade, renda e região. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro máxima estimada é de 2,2 pontos percentuais. O estudo está registrado no TSE sob o número BR-06366/2026.

Os números acendem alerta para a campanha de reeleição: a estagnação relativa de Lula em torno de 39% e o crescimento de Flávio reduzem folga e podem forçar mudanças táticas — maior ênfase em agenda econômica, intensificação da mobilização de base ou revisão de estratégias de comunicação. Para a oposição, a subida do candidato do PL confirma potencial de competitividade no 2º turno e amplia a pressão sobre o eleitorado que ainda se define. Ao mesmo tempo, a pesquisa deixa claro que, por ora, trata‑se de um retrato do momento, não de uma previsão definitiva; a discrição dos demais nomes indica que a disputa tende a se concentrar, elevando o risco político e eleitoral para o governo caso a tendência de queda persista.