O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve participar de uma caminhada em apoio à candidatura de João Campos (PSB) na sexta-feira (25) no Recife, anunciou o próprio candidato nesta terça-feira. O gesto, divulgado por Campos nas redes sociais, foi apresentado como demonstração de apoio na reta final da eleição estadual.

Apesar do anúncio público, a presença do presidente não foi oficialmente confirmada pela coordenação da campanha de Lula. Em mensagem nas redes, João Campos disse ter conversado com o presidente e elogiado seu discurso na Assembleia Geral da ONU, informando que estariam juntos na ‘caminhada da vitória’. A falta de confirmação formal, contudo, deixa a agenda em caráter provisório.

A movimentação ocorre num momento de disputa apertada: pesquisa AtlasIntel, divulgada na semana passada, aponta Raquel Lyra (PSD) com 48,7% das intenções de voto ante 45,6% de João Campos — margem que configura empate técnico. Esses números transformam a visita de uma liderança nacional em um recurso óbvio para tentar reverter a tendência no estado.

Do ponto de vista político, a presença de Lula acende alerta e complica a narrativa local ao nacionalizar a disputa: ao mesmo tempo que pode energizar a base do PSB e ampliar a mobilização, a intervenção federal corre o risco de limitar discurso próprio da campanha estadual e de não ser suficiente para alterar a vantagem aferida nas urnas. A confirmação oficial da agenda e a capacidade de capitalizar a visita serão determinantes para medir o impacto real nas intenções de voto.