O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva chegou a Salvador na tarde desta terça-feira para participar de uma caminhada em apoio ao governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT). O ato na orla contará com a presença do ex-ministro Rui Costa e do senador Jaques Wagner, que reforçam o palanque petista no estado.
A ida de Lula ocorre dias após a divulgação de pesquisa Real Time Big Data, que colocou Jerônimo à frente de ACM Neto (União Brasil) em levantamento estimulado: 47% a 43%. Em um eventual segundo turno, o instituto apontou 53% para o petista contra 47% para o adversário. A pesquisa ouviu 1.600 eleitores entre 23 e 26 de setembro e configura um retrato do momento, não uma previsão definitiva.
Os números, embora favoráveis a Jerônimo, mostram margem estreita que explica a mobilização presidencial nesta fase da campanha. A presença de Lula tem duplo objetivo: consolidar votos em um estado estratégico para o PT e transmitir sinal de força à base, numa corrida em que a diferença é pequena o suficiente para exigir esforço concentrado nos próximos dias.
A participação de Jaques Wagner ao lado do presidente traz outro elemento político delicado. O senador deixou a liderança do governo no Senado meses atrás, na esteira de investigações da Polícia Federal sobre supostas irregularidades envolvendo ex-sócios do Banco Master. A manutenção de Wagner no palanque pode ser usada pela oposição para questionar o custo político de sinais de desgaste dentro da própria coalizão.
Para a campanha petista, a pesquisa acende alerta sobre a necessidade de ritmo e gestão de imagem; para a oposição, reforça a possibilidade de disputa acirrada na Bahia. O resultado do ato em Salvador será acompanhado como indicador da capacidade do PT de converter presença nacional em votos locais — e de neutralizar eventuais efeitos negativos ligados a aliados sob investigação.