O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou duramente os ministros da Saúde que atuaram no governo Jair Bolsonaro durante a cerimônia de sanção da lei que institui a Estratégia Nacional de Saúde do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, em Brasília. Ao elogiar o trabalho do ministro Alexandre Padilha, Lula fez um contraste explícito com a gestão anterior ao afirmar que o país avançou na área.

No discurso, o presidente citou os nomes de Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich, Eduardo Pazuello e Marcelo Queiroga ao remeter à passagem da pasta por quatro titulares durante o governo anterior, chegando a qualificar parte daquela equipe com o termo 'mequetrefes'. A referência sublinha, na fala presidencial, a ideia de ruptura entre os períodos em análise.

A nova lei, aprovada pelo Congresso, tem como objetivo fortalecer a capacidade produtiva e tecnológica do setor de saúde, segundo o governo, ampliando a autonomia do país em áreas consideradas estratégicas para o sistema. Lula ressaltou a importância do projeto para o futuro e agradeceu à Câmara e ao Senado pela tramitação, afirmando que a iniciativa é fundamental para melhorar a longevidade e qualidade de vida da população, ainda que reconheça desafios a serem enfrentados.

Politicamente, o episódio combina anúncio técnico com tom combativo. A crítica aos ex-ministros reforça a narrativa de superação, mas também acende alerta sobre polarização e pode ampliar desgaste entre eleitores mais moderados que esperam foco em resultados práticos. A lei dá ao governo um instrumento estratégico; a efetividade, porém, dependerá de execução, alocação de recursos e capacidade de transformar intenção legislativa em produção industrial e serviços que beneficiem o cotidiano do cidadão.