O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou neste domingo (25) a redução da frota de ônibus em várias cidades durante o segundo turno e classificou o episódio como algo inaceitável. Em sua fala, ele citou relatos de retirada de veículos em São Paulo — onde afirmou haver quase 40% da frota fora de circulação — além de ocorrências em Salvador, Petrópolis, Teresina, Feira de Santana, Recife, Sergipe, Maceió, João Pessoa e no Pará.
Lula traçou paralelo com episódios de eleições anteriores em que, segundo ele, havia restrições ao deslocamento de eleitores, e cobrou intervenção das autoridades eleitorais. O presidente pediu que ministros do Tribunal Superior Eleitoral e outras lideranças tomem providências para que quem foi prejudicado por atrasos ou pela retirada de ônibus tenha possibilidade de chegar às urnas.
A denúncia pública acende alerta sobre a logística do pleito e pode ampliar desgaste político para gestores locais e o setor de transporte. Do ponto de vista institucional, coloca o TSE sob pressão para responder rapidamente e reduzir o risco de judicialização de votações onde houve problemas de mobilidade urbana no dia da eleição.
Além da cobrança institucional, o presidente apelou à população para não desistir de votar apesar das dificuldades e atribuiu a manobras ao comportamento de prefeitos e empresários que, em sua avaliação, dificultaram o acesso às urnas. O episódio tende a alimentar o debate sobre fiscalização do transporte público e sobre a resposta efetiva das autoridades eleitorais nas próximas horas.