O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a ausência da maior parte do elenco da Seleção Brasileira no voo fretado que trouxe parte da delegação de volta ao país após a eliminação diante da Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo. A CBF autorizou a dispersão no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e, entre os 26 atletas que disputaram o torneio, apenas Danilo embarcou naquele avião. Jogadores seguiram para destinos distintos: alguns permaneceram nos Estados Unidos, como Vini Jr. e Neymar, outros voltaram às cidades onde atuam pelos clubes.

A fala do presidente ocorreu durante visita ao Instituto Mauá de Tecnologia, em São Paulo, onde testou um robô criado por um estudante. O episódio virou mote para uma crítica pública à postura coletiva do time e, ao mesmo tempo, para uma piada sobre tecnologia — Lula sugeriu, em tom de descontração, que o treinador Carlo Ancelotti poderia contratar o robô para melhorar o desempenho da equipe.

Além do tom doméstico, a ausência coletiva ganhou repercussão internacional: diversos veículos estrangeiros destacaram que a maioria dos jogadores não retornou no avião da delegação. Do ponto de vista jornalístico, o caso expõe uma quebra da expectativa de unidade em torno da equipe nacional e coloca a CBF sob o holofote sobre protocolos e imagem pública no pós-eliminação.

Politicamente, trata-se de episódio de baixa gravidade institucional, mas com visibilidade pública relevante: a crítica presidencial tem apelo simbólico e alimenta narrativa sobre compromisso e responsabilidade de figuras públicas. Para a CBF e para os próprios atletas, a saída imediata para férias e compromissos pessoais virou pauta e deixa lições sobre comunicação e coordenação em momentos de maior atenção nacional.