Brasília (DF) — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira, que responsabilidade fiscal e segurança jurídica são pré-requisitos para atrair investimentos ao país. "Temos de ter uma economia arrumada, visto que ninguém investe em um cenário desordenado", afirmou durante a 1ª reunião do Conselho para Industrialização de Minerais Críticos, no Palácio da Alvorada.

Lula acrescentou que os investidores precisam ver retorno financeiro e impacto nos objetivos privados para aportar capital. "As pessoas vão colocar dinheiro aqui se perceberem que os investimentos delas vão criar o benefício para os objetivos delas e, ao mesmo tempo, gerar retorno financeiro para os seus investimentos", disse o presidente.

Temos de ter uma economia arrumada, visto que ninguém investe em um cenário desordenado. É preciso provar a quem votou que valeu a pena a mobilização do povo nas ruas, nas redes e o esforço dos idosos para apoiar um projeto que devolve a dignidade ao Brasil

O encontro, que contou com o vice-presidente Geraldo Alckmin, ministros e economistas, terminou sem definição de medidas para controlar a trajetória fiscal ou a dívida pública. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que não haverá anúncios antes das viagens internacionais do presidente e resumiu o tom: "A gente não tratou das medidas, a gente tratou de uma conversa bastante areada sobre diagnósticos, caminhos para o futuro."

O mercado aguarda sinais da equipe econômica sobre redução da taxa Selic, hoje em 13,75% ao ano, e ações para conter o crescimento da Dívida Bruta do Governo Geral, que chegou a 82,9% segundo cálculos do Banco Central. Há também indefinição sobre o comando da Fazenda; Durigan é visto como improvável para permanência, e nomes citados são Alckmin e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles. Lula fará pronunciamento em cadeia nacional neste fim de semana.